terça-feira, maio 25, 2010

O mundo a seus pés...




Noutro blog e noutro tempo, fiz uma previsão da ida, em 2006, de José Mourinho para o Real Madrid:

José Mourinho em Madrid

Passaram 4 anos, Mourinho ainda ficou mais 2 épocas em Londres e esteve outras 2 nio Inter de Milão pelo que falhei no timming embora tenha chegado quase pelas razões que na altura apontei.

Deste "tuga" ou se admira ou não se gosta nada. Ou sim ou sopas! Quando começou a carreira, no meu Benfica, não me entusiasmou por aí além... Achava-o arrogante demais e mesmo com bons resultados, tinha sido escolhido por Vale e Azevedo, o que na altura o qualificava como "mais uma potencial fraude"...

Afinal deve ter sido das poucas coisas acertadas que aquele ex-presidente e ex-presidiário, agora em fuga, fez na altura. E ainda hoje Manuel Vilarinho se deve arrepender de o ter forçado a sair...

Veio o Leiria, a explosão no Porto, o Chelsea e o Inter. Agora Madrid, no Real. O Treinador vai tomar conta dos "Galácticos"...

Com o passar do tempo aprendi a gostar dele, do estilo que põe em tudo o que faz, da personalidade vincada que enfrenta tudo e todos para proteger os seus e na capacidade quase inesgotável que tem em perseguir os seus objectivos.

Dá-me particular gosto vê-lo nos seus "mind games" com os treinadores, jogadores e adeptos adversários, sempre com um objectivo em mente... E a sua relação com os Media e com a opinião pública em geral que sempre o olhou com despeito (o tradutor) para depois terem que engolir os resultados que atinge sempre por onde passa.

Agora Espanha, ou melhor, Madrid. Entra pela porta grande e chega ao maior clube do mundo. Vai ter sucesso? Não sei, espero que sim porque nos fazem falta, em Portugal, exemplos de sucesso que nos mostrem que quando queremos podemos ir longe...

Tivéssemos 10 Mourinhos em cargos de liderança a nível nacional e a crise seria uma memória distante... Cabe-nos a nós sermos Mourinhos no nosso dia-a-dia, nos nossos locais de trabalho e na nossa vida pessoal e social.

Sim, porque todos, sem excepção, temos um "Special One" dentro de nós! Muitos é que ainda não descobriram...

P.

domingo, maio 23, 2010

"There's some good things in this world, worth fighting for..."

Uma das minhas cenas favoritas de um dos meus filmes de sempre...

http://www.youtube.com/watch?v=NlyEwcplCD4&feature=related

Quando tudo à volta parece não ter sentido nenhum e a esperança de um futuro melhor parece mais ténue que a neblina de uma manhã de verão, lembremo-nos que há sempre coisas pelas quais vale a pena lutar... Há sempre quem esteja pior que nós e em tudo o que parece mau, há sempre uma lição a retirar. Como diz o povo, não há mal que sempre dure...

P.

quarta-feira, maio 19, 2010

The Pacific



"Never run when you can walk,
Never walk when you can stand,
Never stand when you can sit,
Never sit when you can lie down,
Never lie down when you can sleep
"

Captain A. A. Haldane - The Pacific










Acabei ontem de ver esta série que passou em Portugal quase ao mesmo tempo da estreia nos Estados Unidos. Tiro o chapéu ao Canal AXN pela antecipação nada normal da passagem da série (embora a tradução tenha sido fraquinha, a legendagem tenha desaparecido num episódio e o som do último episódio tenha estado horrível...).

Retirando a carga patriótica e patrioteira (roçando por vezes o rídiculo) que os americanos colocam neste tipode séries, pareceu-me ser uma das melhores que já vi dentro do género. Com a vantagem que não vai ter sequelas nem segunda série: começou e acabou nos 10 episódios.

Excelentes actores em personagens bem construídos, com alma e conteúdos, argumento muito bem escrito, banda sonora de antologia e uma realização acima da média. Uma palavra para a caracterização e reconstrução de cenários e das várias batalhas que me pareceu 5 estrelas. Para quem não viu, trata-se de uma série que acompanha várias estórias pessoais entrançadas na história da Segunda Guerra Mundial, em particular a caminhada dos "Marines" nas batalhas que ocorreram no teatro de operações do Pacífico.

Como simples rapazes de 17, 18, 19 anos abandonaram as suas vidas normais para se alistarem nos Fuzileiros, tendo passado pelos piores cenários e pelas batalhas mais sangrentas, ultrapassando muitas vezes os limites da sanidade mental e da capacidade humana. O slogan da série "Hell was an ocean apart..." cai que nem uma luva no que aqueles homens passaram em combate perante um inimigo que preferia morrer a baixar os braços! E no fim da guerra, com a vitória garantida, regressaram às suas vidas simples para fazer da América a potência que se tornou nos anos da Guerra Fria.

Fico com imensa curiosidade para ver a edição em DVD/Blueray com os sempre indispensáveis extras que nos mostram o que se passou por detrás da cortina...

P.

segunda-feira, maio 17, 2010

How fragile we are...

Uma formiga consegue carregar um peso dezenas de vezes maior que o seu... Uma pulga salta até 1000 vezes a sua altura... Praticamente todos os mamíferos nascem capazes de se locomoverem sózinhos e com a capacidade de comunicarem entre si sem limites...

As nossas crias demoram mais de um ano para andarem e mais tempo ainda para se exprimirem. E são incapazes de sobreviver por si até terem muitos anos de idade. Não somos o animal mais rápido, nem o que nada melhor. Não voamos e somos mais frágeis e delicados que muitas espécies vegetais!

No entanto dominamos. Chegámos tão longe desde que os nossos ancestrais Sapiens-Sapiens começaram a palmar as vastidões do planeta. Temos ao nosso dispor as tecnologias mais incríveis e o progresso nunca visto desde então. Estamos tão seguros da nossa superioridade que levámos o planeta ao seu limite. Deixámos de interiorizar que somos apenas mortais num mundo hostil, que o nosso tempo é curto, muito curto. E esquecemos-nos o quão frágeis somos... Basta um pequeno vírus, uma minúscula bactéria, um acidente de 1 segundo para nos fazer desaparecer, como individuos, desta vida ou, pelo menos, tornar a nossa existência bem mais limitada...

E que fazemos nós com esta fragilidade...?

sexta-feira, maio 14, 2010

O Homem Comum

Em situações normais o Homem Comum pode passar toda a sua vida sem abandonar o seu caminho "normal". Estuda, encontra um emprego, torna-se cidadão e vota, descobre uma pessoa com quem partilhar a sua vida, casa-se, tem filhos, muda de emprego algumas vezes, acompanha o crescimento das suas crianças, sobe na vida, paga os seus impostos, eventualmente divorcia-se (ou não) e assim vai passando ao sabor dos anos... Suporta praticamente tudo o que lhe colocam em cima!

Acorda de manhã, arranja-se, toma o pequeno almoço, apanha o seu automóvel para o emprego, stressa-se com o trânsito e por chegar atrasado, não suporta o chefe, os seus colegas, o trabalho em si... Regressa a casa cansado para ter que enfrentar ainda os filhos que pedem atenção, as queixas da mulher e o fim do dia no ambiente doméstico. E em situações normais vai aguentando o barco mais ou menos à tona, nem que seja à custa de antidepressivos e terapia no pior dos casos.

Mas há alturas em que o Homem Comum não aguenta mais. Se se sentir assim individualmente atinge o limite, entra em depressão ou apenas desiste. Mas se muitos se sentem, ao mesmo tempo, como ele, a tampa da panela de pressão salta e o caos instala-se para o "status quo".

Hoje, depois de anos a fio em crise, os impostos subiram hoje de forma generalizada para fazer face ao défice público excessivo. Estão os mesmos a pagar os excessos de alguns que continuam, lá em cima, a olhar-nos com o mesmo desprezo e com a mesma avidez. Com a corda na garganta do excesso de crédito, com os juros a apertar, com o desemprego a níveis nunca vistos e com a economia estagnada, o Homem Comum está enconstado à parede e com a faca na garganta. E não está só, todos à sua volta estão no mesmo ponto de ruptura. Quando isso acontecer...

segunda-feira, maio 10, 2010

Fechar o círculo

A vida é feita de círculos que se abrem e fecham em todos os momentos.

O círculo da nossa vida inicia-se quando nascemos e termina quando morremos. Será o Circulo Principal, a nossa caminhada neste mundo.

Depois temos jornadas mais pequenas que começam e acabam algures: a escola, a universidade, os namoros, as amizades, viagens, empregos, um campeonato ou um simples jogo de ténis etc... Uns marcam-nos como ferros em brasa para todo o sempre, outros nem por isso, tal e qual as emoções que sentimos: umas à flor da pele, outras bem dentro do nosso âmago.

Todos os dias começamos um circulo quando nos levantamos da cama e todos os dias o terminamos quando adormecemos. E cada uma destas partidas e chegadas faz de nós o que somos em cada momento. Olhamos para trás e vemos a corrente que é a nossa existência formada por todos estes elos encadeados em si...

Hoje fecho umm círculo de quase um ano em que não tive qualquer vontade de escrever aqui uma única linha. Por preguiça, falta de vontade ou simples recusa em mexer ou pensar nas minhas emoções e sentimentos, hoje decido voltar. Não sei se por muito tempo ou não, os círculos que for fechando o dirão...

Mas é muito bom regressar a casa!

P

segunda-feira, junho 01, 2009

No dia da Criança...

Recomendo muitas estórias, mimos infinitos, risos e sorrisos àvondo e amor, imenso...

Misturem com muita brincadeira, música (ex: Pedra Filosofal de Pedro Freire...), jogos.

Levem ao forno, deixem cozinhar em lume brando e sirvam com muitos sonhos e sempre em familia.

Recomendado para todos os dias e não apenas hoje...Mas hoje tem sabor especial, claro.

Dedicado a todas as crianças, as pequenas e as grandes...

P.

terça-feira, fevereiro 24, 2009

Olhando para as estrelas

Esta noite, enquanto passeava o "quatro patas" cá de casa dei por mim a olhar as estrelas...

Fiquei a pensar se alguma vez la chegaremos e quantas gerações passarão até isso acontecer. E essas gerações que pensarão ou recordarão de nós? Haverá Internet nessa altura? Restará alguma coisa da actual blogosesfera, do Twitter,do Youtube, do Facebook, no fundo, dos sítios onde habitualmente guardamos as nossas memórias?

E dos livros que lemos ou pior, daqueles que não lemos?

Somos meros viajantes do nosso tempo passando o testemunho dos que vieram antes de nós aos que vierem depois. Que testemunho deixamos passar, que mensagem gravamos para o futuro e resistirá essa mensagem ao tempo futuro?

P.

Procurem-me no twitter (@pgmartins)

terça-feira, fevereiro 17, 2009

Descobri isto por estes dias...

http://twitter.com

É uma espécie de Messenger mas com toda a gente inscrita ao mesmo tempo... Parece anárquico mas tem dado espaço para algumas loucuras e momentos engraçados. Algo me diz que o futuro da comunicação virtual passa por aqui...ou talvez não e seja apenas mais uma moda.

Explorem!

PGM.

sábado, janeiro 03, 2009

Para este ano...

...não houve passas nem declarações de intenções para o ano de 2009.

Viver cada dia de cada vez é o objectivo principal. Isso e que a nossa menina venha bem. E curar um pé partido rapidamente...

E que o melhor de 2008 seja o pior de 2009.

P.

quarta-feira, dezembro 24, 2008

Agradecer...

Numa altura de esperança e de amor como o Natal, pensamos sempre que podíamos estar melhor do que estamos, ter mais do que temos e ambicionar ir mais longe do que já fomos.

E esquecemo-nos de quem está pior que nós, tem tão pouco e pouco mais vislumbra do que o dia de amanhã.

Quer sejamos religiosos ou não, católicos, muçulmanos, budistas, judeus ou hindus aproveitemos este dia para agradecer o que temos, somos e partilhamos com os que nos rodeiam!

Muitas vezes é bem mais do que precisamos para ser felizes.

Bom Natal!!!

P

PS - Sem ser uma música de Natal, "Voar" do Tim encaixa que nem uma luva nesta época de esperança!

segunda-feira, dezembro 22, 2008

Pela 1ª vez em 15 anos

o Benfica chega ao Natal em primeiro lugar! E pode ainda aumentar a vantagem para o 2º lugar (Leixões!!!).

Sim, a UEFA e a Taça de Portugal já foram e de uma maneira nada agradável...

Mas sabe bem ir na frente, espero que 2009 confirme que esta equipa vai ser campeã!!!

P.

PS: Para aqueles que estranham a minha "doença" pelo Benfica, confirmo que o futebol é das poucas coisas que me torna um ser altamente irracional...

domingo, dezembro 21, 2008

E é Natal...

Cada ano que passa o Francisco vive mais intensamente o Natal.

Delirou com a árvore de Natal, as luzes, os enfeites, o montar o pinheiro do nada até ficar pronto num canto da sala.

Com o Pai Natal, tudo fia mais fino... Há um medo, um terror que aquele personagem provoca nele ao ponto de desatar a chorar assim que vê um! Também não ajudou nada estarmos num centro comercial e, em jeito de emboscada, um Pai Natal o abordar pelas costas na brincadeira. A intenção era boa, sim senhor...mas o medo aumentou e agora nem vê-los!

Já as prendas é diferente...se deixássemos todos os presentes na árvore eram estraçalhados, rasgados, destroçados antes mesmo de alguém dizer Ho-Ho-Ho!

Está a ser um Natal diferente, para melhor e para "menos melhor". Vem uma menina a caminho (confirma-se!!!) mas a mamã está impedida de viver esta época da forma que mais gosta e o Francisco está muito, mas muito, exigente. Andamos cansados e com pouco tempo para o Natal.

Mas sempre felizes por estarmos (quase) bem e por termos a possibilidade de gozar esta quadra juntos.

Sou (somos) un(s) felizardo(s).

P.

quarta-feira, dezembro 10, 2008

A vergonha saiu à rua...

...sem qualquer pingo de vergonha: deputados faltam a votação para poderem estar com a família.

Mas está tudo doido??? EXIJO QUE O NOME DE QUEM FALTOU SEJA PUBLICADO E ESSES "REPRESENTANTES DO POVO" SINTAM A VERGONHA QUE EU SINTO EM SER representado POR ELES!

Eu pago os altos salários deles, as soberbas regalias, os horários relaxados e ainda tenho que levar com estas atitudes? Ganham bem mais que qualquer português médio. Têm direito a reforma com muito menos anos de trabalho que qualquer comum mortal. Estão lá ao serviço do povo e da democracia. Têm sessões plenárias apenas às 4as, 5as e 6as, sendo os restantes dias reservados para "trabalho político" junto das populações que representam

E dão-se ao luxo de se baldar para poderem ir um dia mais cedo para "junto da família"?

Um operário fabril não tem os mesmos direitos? Uma logista que trabalha o fim de semana inteiro não tem família? Um professor, um agricultor, um pescador que pague impostos não merece ir de fim de semana mais cedo?

Lá por terem um cartão colorido não são mais que cada um de nós! Aliás, como representantes, têm mais responsabilidades, têm que dar o exemplo, ser tão ou mais sérios que a mulher de César! Para poderem merecer cada dia que passam como deputados, têm que provar a cada um de nós que não há ninguém melhor que cada um deles naquela função.

Porque com exemplos destes cada vez mais me convenço que qualquer um de nós faria, pelo menos, tão bom trabalho como eles...

Depois admirem-se de as pessoas se cansarem a exemplo da Grécia ou da França há uns anos atrás...

P

segunda-feira, dezembro 08, 2008

Stuck in Madrid

"Lo siento mas su vuelo a sido cancelado"...

E de repente todos os planos de regresso de uma viagem já de si atribulada vao por água abaixo.

Vir a Madrid com uma niño de 2 anos e meio é uma aventura... Vir a Madrid com uma niño de 2 anos e meio e a mae grávida é uma grande aventura... Agora imaginem vir com um tempo mauzito, em que muita chuva alternou com alguma chuva. Mas nao é tudo.

Trouxemos a mae com uma perna engessada devido a um perónio fracturado!!!

Somos doidos? Sim, somos!
Ficámos o tempo todo no hotel? Obviously not!
Diverti-mo-nos? Imenso!

Valeu a boa disposiçao, uma cadeira de rodas alugada, a imensa ajuda e simpatia dos madrilenos e um enorme salto no escuro. E queremos voltar com menos condicionantes, claro.

P.

PS: Com licença que vamos jantar à grande à conta da companhia aérea, que paga a conta desta noite (é o mínimo...)